quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As oligarquias políticas no Rio Grande do Norte sobrevivem com todas as delícias que só o poder público pode oferecer

No Rio Grande do Norte, um dos Estados mais pobre da federação, as oligarquias políticas - Rosado, Alves e Maia - não podem sobreviver sem empregos, cargos, verbas públicas e todas delícias que só o tesouro público pode oferecer. Os Maia detestam os Alves que detestam os Rosado e assim por diante. Todos se detestando, mas fingindo amizades de infância, esquecendo os adjetivos impublicáveis com que cada um brindava o outro em tempos não muito distantes. O problema no entanto, é que essas famílias têm que se fazer de amigas, até os ossos, colocando os ódios no freezer para futuro descongelamento. Cada um precisa do outro para sobreviver politicamente. Na verdade, todos andam abraçados pelos mesmos motivos: precisam do erário público para satisfazer suas ambições pessoais. A política potiguar é preta, que como jabuticaba, só existe aqui mesmo. Rosado, Alves e Maia, cada um é refém do outro na política norte-rio-grandense. Vivem como aquelas árvores imensas da amazônia, com dezenas de metros de altura, que precisam estar escoradas umas nas outras para não serem derrubadas pelo vento. Tudo isso cobre o Estado de vergonha e transforma a política num valhacouto que envergonha o cidadão e a cidadã de bem.

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